E o sexo?

Fi-lho-te, é a última vez que te chamo assim, pelo menos por aqui. Agora você tem nome, sobrenome e um pai mais babão que nunca. Pedo ou Maria Luísa? Tanto faz hoje, vamos falar disso mais pra frente, agora o importante é que tá tudo se desenrolando de uma forma perfeita.

Estamos meio sumidos essa semana, mas é por um bom motivo. Nosso final de semana foi bem bacana, e podemos dizer que só paramos hoje, e mesmo assim o sono sempre some quando desejamos a presença dele. Meus olhos estão até cansados, mas valeu a pena cada momento desses últimos dias.

Vamos pular o final de semana, e contar logo essas novidades todas que estão me corroendo por dentro! Segunda-feira, dia 12/05. É, tivemos que acordar cedo pra ir fazer exame. Nosso exame de urina deu uma alteração, mas não é infecção, o que é muito bom, é só tomar mais água e parar com alguns tipos de comida pra não dar pedra nos rins durante a gestação. Duas dores fortes não aguento, deixa só a do parto e tá bom!
Em casa deitei e apaguei! Nossa, dormir assim do nada é tão bom. Ainda mais nesse clima gostosinho que tá no Rio esses dias. A tarde papai passou aqui e levou a gente pro cinema! Nada mais justo, nossa eterna segunda-feira do cinema (não é só por ser mais barato, é por ser o único dia que temos livre também). Vimos Capitão América. Eu gostei, mas dormi um tempo durante o filme, só acordei com um susto que foi seu pai pegando na minha mão. Caramba! Que mico! Mas, xapralá!

Pra dormir foi complicado, a ansiedade batendo, terça-feira foi o dia mais importante, até agora, das nossas vidas. Muitas coisas foram decididas, qualquer passo em falso seria fatal, por assim dizer. Acordei cedinho, ou melhor, cochilei várias vezes durante a noite até não conseguir pregar mais os olhos e ver o dia amanhecendo.
Fiz o cabelo, não podia ir feia até a Casa de Parto né, que por sinal, me surpreendeu ainda mais. Com a greve de ônibus sai de casa junto com o papai, quase 2 horas antes, eu não sabia como estaria o trânsito e nem se conseguiria pegar uma condução pra ir. Infelizmente só tenho duas opções, ônibus e van pra ir até lá. Trem deixa longe, e andar não é muito comigo, principalmente sozinha, sem ter com quem conversar... É, sou carente mesmo! rs
O medo de descer no ponto errado e me perder era grande, primeira vez que fui, e fui sozinha. Até então ir de carro não é ir, porque nunca presto atenção no caminho. Quase perdi o ponto, porque olhando no mapa parece mais longe. Mas consegui! Achei que teria algum lugar aberto pra tomar café, e nada. Fiquei em jejum.
A Casa de Parto estava vazia, só tinha uma menina lá, e nem parecia grávida. Fiquei meio sem graça por ter procurado tão tarde. Foram chegando mais meninas, e começaram a organizar tudo pro acolhimento. Olhem, sei que parece estranho eu querer tanto um parto natural, mas gente, se você estiver grávida e quiser conhecer a Casa de Parto, tenho certeza que vai "titumbear" pelo parto natural. Elas te dão uma firmeza, uma segurança e uma tranquilidade tão grande que é impossível resistir.
Primeiro a Leila se apresentou, diretora da Casa, uma pessoa incrível. Depois ela passou um vídeo sobre a história da Casa e as formas de parto que a lá oferecem (sinceramente, as que mais me interessaram foi a de cócoras e na banheira, rs), depois ela começou a conversar, e preciso ressaltar que os papais foram os que mais tinham dúvidas.
Tinham mães lá que já tinham tido filho na Casa e se emocionaram muito contando como foi, e sobre o acolhimento de la. Deu pra ver o diferencial da Casa de Parto pra Maternidade só na estrutura física, mas depois de ver de perto como ela funciona por dentro, fica mais nítido ainda. Fiquei apaixonada, ainda mais. Na hora de se apresentar foi bem bacana, meus exames estavam todos adiantados e já marquei o pré natal. Dia 26 voltarei lá pra começar essa fase nova da nossa gestação.

A tarde tentei voltar pra casa, tava com muita fome, devorei a comida da Zel, rs. A van demorou, mas consegui, uma pena o trânsito da Intendente Magalhães, que saco! Enfim, cheguei em casa, almocei, e o papai chegou cedo também, foi na Vigilância e foi liberado.
A ansiedade pra ultra foi enorme. Eu não sabia se ia mais cedo, se ia na hora, enfim, fomos umas 15:15 pra Madureira. Papai foi no cartório e mamãe ficou com a vovó Zel e o primo João no shopping andando um pouco. Quase infartei com o valor do cartório pra casar. Gente, casar tá cada dia mais caro. Quase R$800,00! Um absurdo! 
Na Bronsteim foi tudo bem rápido, eu achei que fosse esperar até tarde, mas não. Chegamos e só atrasou uns 10 minutinhos, o que é bem pouco perto do que já nos fizeram esperar pra te ver. Entramos, o primo ficou todo empolgado quando te viu, e acho que você também gostou dele né? Tava toda serelepe se mostrando toda na televisão.
Gostei muito mais dessa ultra, achei mais detalhada. Foram quase 30 minutos de ultra, a médica medindo todos os ossos, olhando todos os seus órgãos. De cima, pra baixo. Isso me deixou intrigada. No final aconteceu o mais imprevisto de tudo! Afinal, como já comentei, já havíamos desistido de saber se é Pedro ou Maria Luísa. Aconteceu assim:

Médica: Já sabe o sexo?
Jéssica: Ainda não, ele nunca mostra.
Médica: Então vamos saber agora.
(momentos de tensão com a tela congelada na sua parte íntima)
Médica: E ai mamãe? É um pintinho ou uma perereca?

E o desenrolar da história conto pra vocês depois! Agora, vamos planejar o Chá de Revelação! Conto pra vocês em outro post. Resumindo: nosso dia 13 foi incrível, perfeito, sem tirar e nem pôr!
Fomos pro passe de cura em êxtase, só agradecendo aos espíritos amigos e protetores que nos ajudaram a ter esse momento único, mesmo que demorado, na verdade, acho que foi como a cereja do bolo, foi como se esperar nos fizesse criar uma caixinha de emoções e ao descobrir ela foi aberta e tudo pulou pra fora. Não dá nem pra explicar. Enfim, melhor parar antes de que eu revele o sexo. HAHAHA

Beijos, em cólicas pra contar, da mamãe!

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