Parto Humanizado

Sim, decidi o tipo de parto que quero ter. Mas, como mãe não escolhe nada, me resta rezar e conversar muito com você pra que tudo ocorra bem. Um parto normal já é complicado, depende da posição do bebe na barriga, da dilatação da mãe, da saúde de ambos, imagina um parto natural, sem anestesia, sem indução, sem ninguém cortando a vagina para facilitar a saída do bebe. Pois é, eu quero mais que isso. Quero que meu noivo possa cortar o cordão umbilical, quero poder escolher a melhor posição pra fazer força, quero fazer tudo passo-a-passo, sem pular etapas. Quero esperar o tampão sair, a bolsa estourar e enfim parir. Quero ser a primeira pessoa a pegar ele no colo, a primeira pessoa a ele sentir. Quero sentir toda-a-dor-absurda do parto normal. Mas, tudo vai depender dele também. Espero, rezo e farei o que for preciso pra que tudo isso seja possível. Se acontecer, acreditem, será um sonho realizado. Se não acontecer dessa forma natural, com certeza ficarei decepcionada, com certeza chorarei e terei muito medo. Mas com certeza absoluta amarei meu filho da mesma forma.

Tenho uma novidade pra contar. Eu estava muito preocupada com o parto, principalmente com relação a dinheiro pro parto. Mesmo tendo plano de saúde eu teria que pagar, dentre outras coisas, a disponibilidade do médico, ou rezar para que um bom médico estivesse de plantão no dia que nosso PedroMalu resolvesse vir ao mundo.
Daí, cara, podem me chamar de fanática-religiosa se quiserem, tô cagando. Sou espírita e se tem uma coisa que aprendi é "na hora certa as coisas começam a acontecer da forma que tem que acontecer", claro que tudo vai depender do nosso merecimento. Já tinha ouvido falar na Casa de Parto David Capistrano Filho, em Realengo. Minha prima é fotógrafa e fez fotos de um parto humanizado lá. Bem, eu, coruja que sou, fui atrás e vi um vídeo-depoimento da menina, nessa época eu ainda não estava grávida. Ou melhor, estava porém não sabia, devia ter 2 semanas de gestação no máximo. Pirei com o vídeo e falei: é isso que quero pra mim.
Então, agora tenho um bebe na barriga, um papai que super me apoia nessas decisões e um local (não tão certo assim) que poderia procurar para fazer o parto. Mas, como nem tudo é perfeito, eles são bem seletos com relação as gestantes que tem filhos lá. Sorte a minha que o primo Thiago é enfermeiro e já fez residência lá, logo ele me explicou como funciona a casa e super me apoiou. Bem, tomei coragem, esperei o papai chegar e lá fomos nós, em 15 minutos chegamos lá. Nunca que pensei que Realengo fosse tão perto, pelo menos de carro.
Enfim, lá chegamos, e levei um susto. Esperava uma maternidade, mas o que vi foi uma casinha, bem bonitinha, com ambulâncias na garagem, e uma calmaria sem fim. Entramos, lá dentro era cheio de mensagens de amor, dedicação e reportagens com fotos de gestantes e parto humanizado. Falamos com uma moça da recepção de nome Luciana, ela me explicou que pra ter filho lá tenho que comparecer as palestras e oficinas que eles organizam, pois essas oficinas seriam para me ensinar, tanto sobre o parto quanto sobre o pós parto, e que o pai também deveria ir. Algo que amei lá é essa coisa do pai ser presente, sabe? Mauro é presente até demais, desses que entra na consulta, pergunta, conversa horas com o bebe, quer saber de tudo. E eu adoro isso nele! Estar presente no parto não é opção pra ele, é obrigação HAHA.
Achei tudo tão aconchegante, e quando a Luciana voltou com um papel que tinha como data a minha volta a casa de parto, fiquei emocionada, um peso muito grande saiu das minhas costas, eu sabia que ali seria uma escola e uma casa ao mesmo tempo, pra mim.
Outra coisa que amei lá é que se eles detectarem qualquer risco pro bebe ou pra mamãe eles na mesma hora encaminham pra maternidade mais próxima, ou seja, eu não tenho com o que me preocupar. Incrível. E tem gente que não acredita nas coisas boas que a vida dá. Ou melhor, não dá valor a essas pequenas coisinhas.

Quero deixar claro aqui que não recrimino a cesariana, sou a favor, na verdade acho que a mãe (e mais ninguém) deve decidir a forma que o filho virá, escolhi essa por ser natural, e por ter um medo absurdo de cirurgias e centros médicos. Além de ser um sonho ter um filho assim. Não me acho mais mãe por querer normal, não vou me achar melhor por ter conseguido, e nem pior por não ter obtido êxito nessa coisa toda de parto. Assim como não acho que a mamãe de cesárea seja melhor que a de normal. Acho que somos todas iguais, a diferença são as cicatrizes. O importante é termos em foco, sempre, o bem estar do bebe, e a saúde dele também!

Tô muito feliz por ter conseguido me inscrever lá, e espero muito que Deus, os amigos espirituais e encarnados me ajudem a seguir nesse caminho cheio de curvas que é o parto humanizado no Brasil.

Quero deixar pra vocês, leitores e leitoras, um vídeo lindo e emocionante e não é o mesmo que publiquei na Fanpage não! Arrá! Só clicar aqui que você vai poder assistir e se emocionar.

Beijos dessa mamãe louca e desse bebe que não para de mexer um segundo aqui na barriga! :)

Ps: Quem quiser assistir ao vídeo daquela menina a qual me referi a cima, fique a vontade, só clicar aqui.

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