Blog Novo!

Meus leitores amados!
Migrei para o blog Mamãe Literária.

Lá vou postar dicas de maternidade, dia-a-dia e muita informação e resenhas.
Aguardo vocês por lá! :)

Beijos, Jéssica e Malu!

Voltei!

Pois é, minha gente.
Eis que me peguei aqui, na calada da madrugada, a sós comigo mesma. E decidi: vou voltar com o blog pra poder compartilhar com minhas leitoras (olhem bem a modéstia da mamãe aqui: MINHAS LEITORAS rs) o desenrolar do último trimestre antes do primeiro aniversário da Malu.

Vamos por partes. Eu descobri que pra fazer uma festa precisamos dar um passo de cada vez. E os passos (pelo menos aqui em casa) foram os seguintes:
1: Salão x Casa:
Primeiro aniversário, muitos convidados, minha casa é pequena e na vila onde moro não tem salão de festas, logo, aqui não teria como. Então resolvemos por salão. Ai veio a dúvida: salão infantil ou só o espaço? Bem, procuramos e vimos que só o espaço + buffet + decoração sairia praticamente o mesmo valor do salão com brinquedos e jogos. Então, vimos com os familiares se poderiam nos ajudar e vamos fazer a festa num salão de festas infantil que, na minha humilde e insignificante opinião, é um dos melhores daqui da redondeza.
2: Tema: Princesas x Circo:
Isso foi um grande problema. Reza a lenda passada a gerações que o primeiro aniversário tem que ser do palhaço, pra dar sorte pra criança. Bem, então me resta rezar muito, porque decidi fazer da Branca de Neve Diva. Sim, ela é minha diva mór. Amo essa princesa em especial.
3: Decoração do salão:
Gente, ô treco difícil viu. Eles só tem da Branca de Neve adulta, e eu queria da Baby Branca de Neve. E ai? Como faz? Bem, não faz né. Vamos improvisar! E é aqui que começa a minha saga. A saga que vou compartilhar com vocês quase que diariamente: DE-CO-RA-ÇÃO!

Então, amadas leitoras, sintam-se a vontade para dar dicas, pitacos e sugestões. Sejam bem vindas ao mundo noturno de uma mãe com TPA - Tensão Pré Aniversário.

Beijos, que agora a caminha me espera.
Amanhã tem mais :)

Jéssica Miguel

Pseudo-Newborn

Sim, pseudo-newborn! Já lhes explico.

Newborn, pra quem não conhece, são aquelas fotos ma-ra-vi-lho-sas que os fotógrafos fazem dos bebês com até 20 dias. Eles estão moles, só dormem e os profissionais arrasam fazendo milhões de posições lindas e divertidas com os bebês.
Quem me conhece sabe o quanto eu amo fotos. Não, não amo modelar para fotógrafos, nem tirar fotos. Amo apreciar os detalhes que esses profissionais da fotografia captam em cada uma das fotos. É como se fossem verdadeiras obras de arte, ao meu ver. E são! Principalmente quando nossos filhos são os modelos, não é mesmo?
Eu queria muito ter feito o ensaio da Malu recém nascida. Acho até que dei mole de "esperar dos outros" algo que era eu ou o pai que deveríamos fazer. Pois bem, meti na cabeça que iria fazer um ensaio dela com 3 meses, outro com 6 e outro com 9.... e por ai vai. E calhou dos 3 meses da Malu caírem justamente no mês de Dezembro. O mês natalino. O mês em que os fotógrafos mais arrasam!
E lá fui eu procurar. Curto muitas páginas de fotografia, e até queria que a minha querida prima-amiga-fotógrafa-oficial fizesse as fotos, mas ela não tem estúdio e minha casa está uma verdadeira zona de guerra (mudança é um caso sério). E por um acaso do destino vi a publicação da Pérola no facebook, falando que haviam começado os "mini ensaios de natal". E quando vi os preços, meu queixo caiu.
Fui na mesma hora falar com ela. Peguei o orçamentto, e marquei. Agendei pra um dia antes da Malu fazer 3 meses. E rezei, rezei muito pra dar tudo certo e as fotos ficarem lindas. Ficava babando em casa foto que ela postava de outros mini ensaios, imaginando como seria o da minha Maluzinha.


Enfim chegou o grande dia, e pasmem: tinha tudo pra dar errado. Pra quem não sabe, o papai da Malu está enfermo. Com suspeita de uma doença não muito amigável. Mas estamos firmes e fortes e com muita fé de que ele logo-logo se recuperará e tudo voltará ao normal. E hoje foi dia de crise.
Mesmo assim, ele foi conosco. Fomos daqui de Oswaldo Cruz até o Méier, que é super perto. Sem trânsito dá uns 15 minutos. Pensei: que folga! Tadinha de mim. Foi chegar em Cascadura pra me lembrar que não tinha pego o dinheiro do ensaio. Paramos em 2 postos de gasolina no caminho, nenhum deles tinha 24 horas. Nenhum banco no caminho. Oh inferno!

Cheguei, e achei melhor entrar logo. Mandei mensagem pra Pérola (gente, uma pausa aqui no assunto. Que pessoa encantadora. Sério. Me apaixonei, e já declarei que ela será a fotógrafa oficial da Malu! Eu enchi o saco da menina a semana inteira, inclusive ontem tarde da noite, e ela me tratou com todo carinho e atenção do mundo! Me senti super em casa no estúdio dela, super a vontade. A filha mais velha dela é um amor! E o carinho que ela pegava a Malu me convenceram de que era ela!) e ela abriu o portão pra mim.
Mauro foi no 24 horas, enquanto isso começamos as fotos. E adivinhem? Segunda bomba: Mauro chegou no caixa e viu que estava sem o cartão! Voltou lá, e buscou comigo. Cara, hoje tinha muito tudo pra dar errado, até que começou a dar certo.

É esquisito, mas é verdade. No meio de um choro e outro das fotos de Natal (sim, Malu é sorridente mas não está acostumada com as câmeras ainda), amamentei e ela apagou. Sim, dormiu daqueles sonos pesados que ela NUNCA (eu disse NUN-CA) tira a tarde.
E foi ai que ganhei meu dia. Em uma sessão maior do que a combinada fizemos um "mini newborn" E eu me realizei.

Quero agradecer MUITO a Pérola (pessoa e profissional), a sua irmã e ajudante da qual não me recordo o nome, a sua filha que foi uma fofa o tempo todo comigo, e ao marido que ficou em casa pra cuidar da menorzinha.
Pérola, seu trabalho é incrível e impecável. Estou muito apaixonada pelas prévias. E sei que da onde vieram essas, virão muitas outras! Vou chorar, ficar babando e não vou me cansar de olhar a Malu nas poses mais lindas. Aplaudo muito seu trabalho. E como já disse aqui no blog mil vezes: vocês, fotógrafos, tem minha total admiração!

Segue umas fotinhos pra dar água na boca de vocês!
E pra quem quiser conhecer o trabalho da Pérola, é só clicar aqui!



ps: caso vá usar essas imagens, favor avisar.

Beijos muito babados! :)

Primeira Vez

Porque a primeira vacina a gente nunca esquece!


Pois é minha gente. Domingo a Malu fez 2 meses, e como domingo o postinho não funciona, hoje, dia 17/11 fomos tomar vacina. Foi muito difícil pra mim, porque fui sozinha com ela. E é sempre mais difícil ver a filha sentindo dor, né... Mamães de plantão que o digam.
Bem, vamos lá. Acordamos e ficamos esperando o papai sair pra ir ao médico. Fiquei fazendo hora porque ia sozinha e estava com muita preguiça. Coloquei Malu no carrinho e lá fomos nós, eu e ela/ela e eu. Andamos até madureira, uma caminhada de uns 20 minutos até a clínica da família na praça patriarca.
Malu foi dormindo daqui até lá, e continuou dormindo boa parte do tempo. Só acordou pra mamar, e ai que tivemos um problema, mais pra frente eu conto! A fila estava imensa, e cada pessoa que entrava na salinha, cada minuto que passava no relógio.. eu ficava mais nervosa.
Depois de boas duas horas esperando entramos na sala e uma enfermeira bem rabugenta nos atendeu. E ai que tudo começou.

- Ela mamou que horas, mamãe? - Disse a rabugenta (ODEIO QUE ME CHAMEM DE MAMÃE!)
- Tem uns 10 minutos... - Respondi.
- Ih, pode ir lá pra fora e esperar, que só daqui a uns 40 minutos ela pode tomar a rotavírus.
(cuma?)
- Como assim?
- Ela pode botar tudo pra fora e não vai poder tomar de novo. Agora sai.
- Ok. Não preciso entrar na fila não né?
- Não. - Porta sendo fechada na minha cara.

Muito educada, sentei e fiquei esperando. Maria super acordada brincando e conversando com o "nada". Fui avisando as mamães que estavam na fila, já que não fizeram por mim, eu faço por alguém né. E assim como eu, muitas esperaram. Benditas gotinhas.
Depois de mais uns 40 minutos esperando bati na porta e fui atendida. Foi muito doloroso pra mim. Acho que mais pra mim do que pra minha pequena princesa.

Coloquei ela deitada na maca, e começou a seção tortura. A enfermeira boazinha foi me avisando sobre cada vacina e as reações que poderiam dar, e fui tirando minhas dúvidas sobre cada uma. Peguei uma perna e segurei. Malu chorou. Acalmei-a conversando, e quando ela acalmou fomos pra segunda. Outra perna, mais choro. E por fim, 2ml de vacina. A bichinha não toma nem 2ml de leite artificial, quem dirá vacina. Bem, foi sacrificante pra ela, mas desceu. veio babando do posto até em casa, já que só poderia mamar cerca de 30 minutos depois da vacina.

Preciso confessar que ela foi mais forte que eu. Na gravidez, quando tive que tomar 2 vacinas juntas quase pirei. Chorei em silêncio, por assim dizer. E olha que nós, adultos, somos mais tranquilos pra essas coisas, principalmente a categoria "tatuados" como eu.

Só uma vez tirei a temperatura e estava 38. Mas ficou febril o dia todo. E super enjoadinha. Só queria meu colo, meu peito e dormir. Dormiu como um anjo.. Coisa que por sinal, graças ao bom Deus Pai, ela tem feito todas as noites a quase 1 mês!

Bem, posso falar que cumprimos nossa missão com louvor. Vacinas dadas, agora só dia 16/12! E Malu, além de protegida, está super bem já. Risonha que só.

Então, mamães, vale a pena o sacrifício. Como ouvi por ai: é dor por um bem maior. Não deixem de vacinar os filhotes. E uma super dica: tirem sempre xerox da carteira de vacinação, pra não ter que tomar tudo de novo.

Beijocas, Jéssica e Malu!

O Parto

Enfim, Maria Luisa mamou bem, dormiu e cá estou eu tentando achar e medir palavras sinceras e que consigam humildemente descrever um momento tão surreal como o tal do parto. Principalmente quando as coisas não acontecem do jeito que planejamos ou sonhamos.
Queria muito estar contando pra vocês sobre meu parto natural em uma banheira de água morna, com muita dor, esforço, luz baixa e o pai cortando o cordão umbilical, com a primeira mamada logo ali, e com aquela última contração pra expelir a placenta. Mas não.
Antes de virmos ao mundo planejamos toda nossa vida lá no céu, e o que planejei desencarnada não foi a mesma coisa que planejei encarnada, infelizmente. Mas é bom, foi muito bom ver que as coisas podem dar certo, mesmo quando não seguem um roteiro.

Comecemos pelo começo.
Madrugada de domingo pra segunda-feira. Senti uma pressão e fui ao banheiro, minha calcinha estava molhada, então resolvi colocar aquele absorvente diário pra ver se não era líquido amniótico ou tampão. Voltei a dormir, e acordei com muitas dores e a barriga durinha. Primeiro pensamento foi: chegou a hora. Fui ao banheiro tomar um banho e quando abaixei as calças quase cai dura, comecei a chorar, o absorvente estava bem rosado. Sai do banheiro de toalha, vim ao quarto e acordei o Mauro falando "bora pra casa de parto, tô sangrando". Ele, todo sonolento, olhou a calcinha e ficou aqui perdido com seus pensamentos enquanto eu tomava um bom banho de água quente pra aliviar toda a tensão e ansiedade.
Chegando a casa de parto fui atendida como emergência, claro que esperei um pouco e tal. Na consulta em si não aconteceu absolutamente nada! NA-DA! A enfermeira que me atendeu me tranquilizou, mandou eu deitar, pediu pra ver meu absorvente e falou, simplesmente, que era lubrificação, e que eu ia parir naquela semana com certeza (mal sabia ela que seria no dia seguinte).
Fiquei um pouco chocada. Não teve um exame de toque, nem nada. Mas ela me deu um "trunfo". Um pedido de ultrassonografia. E lá fomos nós pra casa. Eu mais tranquila, como sempre, confiando no que a enfermeira falou. Mauro também, confiante.
Chegando em casa tentei a todo custo agendar o exame pra'quele dia. E depois de ligar pra todos os laboratórios, tentar pela internet e nada conseguir, fiz o que qualquer mãe desesperada faria: apelei pra promessas e fui na cara e na coragem ligar pro plano de saúde. Aleguei que estava perdendo líquido e que nenhum hospital por aqui tinha ultra na emergência. Então consegui uma marcação meio longe de casa, no Pasteur do Rio Shopping.
Depois de trânsito e muita expectativa no carro, esperamos um cadinho até sermos chamados. Pra minha surpresa o exame só ficaria pronto muitos dias depois, então conversei com o médico. Ele falou que tentaria imprimir pra mim, pelo menos, as imagens, e faria um laudo a mão. Mas não tinha impressora no estabelecimento (que era muito arrumado e chique, diga-se de passagem). Ele me tranquilizou, disse que o líquido estava super normal, e que não tinha nada de errado com a Malu. De acordo com ele "ela estava ótima". Mostrou até o rostinho dela.
Claro, fiquei bem mais tranquila, acreditei no médico, assim como acreditei na enfermeira. Mas como mãe, bem lá no fundo, algo me dizia que estava chegando a hora, e que nada seria como o planejado por mim em plano terreno. Chegando em casa, fomos almoçar. E o Thiago, um primo do meu marido, pediu pra ver meu absorvente. Realmente, não tinha cheiro de água sanitária, e eu acho que essa foi a maior "mentira" da minha gestação. Nunca senti o tal cheiro forte. Ou melhor, senti o cheiro forte, mas nunca de água sanitária.
Thiago falou "acho que sua bolsa teve um rompimento alto, amanhã uma amiga minha vai estar de plantão no Pasteur, vamos lá na emergência pra ela te avaliar". Ok, ansiedade bateu mais forte ainda. Meu único pensamento era "amanhã minha filha nasce". Não quis compartilhar esse pensamento com ninguém, porque tinha medo de não acontecer, mas lá dentro eu já sabia que seria da forma que foi.

Continuei com os absorventes BEM molhados (encharcados mesmo!). Acordamos bem cedo, e minhas contrações estavam com intervalos bem pequenos, porém não era trabalho de parto ativo, nem tinha como ser.
Chegando ao hospital, bem cedo, logo fomos atendidos. Mauro ficou na salinha de espera, enquanto eu entrava na ala obstétrica com o Thiago. Na consulta fizemos o toque (putaquepariu, como dói!), meu colo estava fechado, grosso e posterior. Nem se eu quisesse estaria em TP ativo. Realmente tinha uma gosma saindo de mim, que não era líquido amniótico, e nem tampão.
A médica me encaminhou pra ultrassonografia. E adivinhem? Bem, só tinha uma bolsa mínima de água. Ok, minha cesariana seria naquele dia. Fizeram um exame que chamam de cardiotoco, Malu estava em sofrimento, menos de 100 bpm. Decidiram que minha cesariana seria naquele instante! E nem a mala maternidade eu tinha levado!
Mandaram eu ficar nua, me colocaram uma fralda geriátrica. Deitada na maca, me furaram pra colocar o acesso e o soro. E lá estava eu, pronta pra subir pro centro cirúrgico. Thiago entrou comigo, mesmo sem ter direito a um acompanhante (por ser emergência), ele conseguiu entrar como parte da equipe de enfermeiros.

No elevador fiquei bem nervosa, comecei a orar e pedir aos amigos do plano espiritual que me acalmassem, e que fosse feita a vontade de Deus. Pedi muito pela minha filha, que ela estivesse bem, pouco me importava o que fosse acontecer comigo.
A anestesista conversou muito comigo, muito gente boa. Me virou de lado e começou todo o procedimento da ráqui. Primeiro uma anestesia para a pele, depois outra mais funda, pra que eu não sentisse tanto a ráqui. E por último ela, a mais dolorosa. Senti tudo queimando.
Fui virada, ela passou a sonda, e não senti mais nada. Sentia tudo formigando, na verdade. Até que a ráqui subiu. Não sentia nada do pescoço pra baixo. Comecei a ficar nervosa, enjoada, tonta, mal conseguia falar.
Os médicos me deram "oi", e começou. Foi meio difícil da Malu nascer. Tiveram que empurrar e puxar de novo. Ela tava super encaixada e lá em baixo (ah quem me dera um parto normal). Menos de 5 minutos depois o choro (e que choro). Malu nasceu. Eram 12:41, do dia 16/09/2014. A pediatra ficou encantada com o tamanho das bochechas, e o choro que não aquietava. Ela nasceu com 3,440kg e 51cm. Bem grandinha.
O choro não parou nem quando ficou perto de mim! Toda suja. Nunca vou esquecer o cheirinho dela... Aquele momento eu não era mais eu, não era mais a Jéssica. Era mãe.. Era a mãe da Maria Luisa.
Logo colocaram a pulseirinha nela e a levaram embora. Todos conversavam na sala, e a anestesista me perguntava tudo. Enquanto isso os médicos faziam seu trabalho fechando minha barriga. E pronto. A sala ficou vazia. Me mandaram pra uma enfermaria enquanto o quarto não ficava pronto.
Lá conheci Nicole, mamãe do Lorenzo. Essa foi guerreira. Quem sabe em outro post não conto a história dela. Afinal, eu não sabia, mas ela seria minha companheira de quarto por 2 longos dias.

Enfim chegou minha vez de descer. Pois é, não fiquei na área da maternidade, o que não foi nada confortável. Mas o importante foi chegar no quarto. Na saída da ala cirúrgica me esperavam firmes sorrindo e chorando: Mauro, Aline, Letícia e Bertassone.E descemos, eu e o maqueiro, enquanto eles admiravam a Malu no berçário.
No quarto estavam minha mãe, sogra e alguns amigos. Fiquei contente de ter tanta gente. Me senti menos nervosa. Logo levaram a Malu e tentaram me ensinar a amamentar (que coisa dolorida e difícil rs). Meu leite não desceu, afinal, não entrei em TP. Só colostro. E eu não tinha bico, então já imaginam como foi dolorido né? Malu berrava de fome, e não conseguia mamar por falta do bico.
Tentamos muitos bicos de silicone, só o da MAM funcionou, mas isso eu só consegui comprar depois da minha alta.





Bem, pegar minha filha nos braços, mesmo que molenga, foi incrível. Nunca imaginei que um ser humano pudesse amar tanto. Era um sentimento que não cabia em mim. Aqueles olhinhos abertos me olhando, como quem diz "oi mãe". Eu realmente estava completa naquele momento.

Foram duas noites em claro, Malu tinha muita fome e eu não conseguia amamentar. Ela tomou muito suplemento... o que eu não gostei nem um pouco. Mas era a única forma dela descansar e relaxar. Eu já estava super sem graça, porque o Lorenzo, filho da Nicole - minha colega de quarto, dormia a noite inteira, e a Malu ficando roxa de tanto berrar e chorar. Ok, ele não resmungava, mas mesmo assim né... rs

Bem, na hora da alta foi o pior. Chorei MUITO! Na quinta-feira, íamos ter alta. Digo isso porque no exame de sangue da Maria Luisa foi detectado uma infecção. E a pediatra (pra me deixar tranquila) disse que só não levaria ela pra uti neonatal porque estava lotada, e que o único remédio pra ela melhorar era meu leite e meus anticorpos. (Oi? Cuma? Eu não estava conseguindo amamentar!)
Então, minha digníssima irmã, Aline, me deu todo apoio do mundo. Ali, juntas, nós três, fomos muito fortes e consegui colocar a Malu no peito algumas vezes. A pega tava errada, tudo funcionando muito mal, porém o mais importante aconteceu, ela conseguiu mamar o suficiente pra ter alta na sexta-feira.
Foi uma espera sem fim. Eu, Mauro e Aline. Levaram Maria Luisa bem cedinho pra ala pediátrica do hospital para exames. E só trouxeram ela depois do almoço!
E só conseguimos a alta porque foi uma paciente pro nosso quarto que estava tossindo muito, e Mauro foi reclamar que tinha uma recém nascida sem vacinas no mesmo quarto fechado. Ai pegaram o exame e nos deram alta.

Foi ai que o mais estranho de tudo aconteceu. Umas semanas antes de ter a Malu fui em uma sessão com o Preto Velho (sim, eu já estava apelando pra tudo que é religião! rs), e lá ele falou que Malu nasceria num dia muito bom, e que seria em Setembro. Até ai, tudo certo. E antes de saber que estava grávida, meu notebook estava travado na escrivaninha, e do nada ele acendeu sozinho (e ele só sai do modo de espera com alguém mexendo), e lá estava a hora: 19:09. Eu sempre achei que Malu nasceria nesse dia.
Ai que aconteceu o "algo estranho" da história. Estávamos na fila do elevador, e a enfermeira que nos levou até a porta foi a mesma que estava no meu parto. Ela comentou que o dia que a Malu nasceu era uma correria que só, muito bebê nascendo (e nem era virada de lua, heim), muitas mães desesperadas e tal, e que aquele dia era um dia muito bom (foca no preto velho!). Um senhor muito doido se aproximou de nós, e ficou encantado com a Malu. E no elevador ele comentou: - Que dia é hoje heim? É... dia DEZENOVE DO NOVE! Dia bom! (FOCA NO NOTEBOOK MINHA GENTE). Pirei, eu e Mauro nos olhamos e na hora pensamos na mesma coisa!

Coincidência? Ou não? Enfim, o importante é que Malu está aqui, linda, saudável, chorona e muito manhosa. Por falar em chorona.. tenho que ir! Pela milésima vez devo parar de escrever pra dar atenção a minha pequena princesa.

Espero que gostem do relato. É muito bom poder compartilhar tantas coisas com vocês! :)